Escutamos o novo álbum do The Weeknd “Dawn FM”

Acompanhando a tendência dos anos 80 que o próprio The Weeknd criou no estrondo “After Hours”, aqui em “Dawn FM” ele continua com essa vibe oitentista, porém, muito mais preocupado em construir um conceito do que criar algo novo como fez anteriormente, porém, dá muito certo.
Desde a primeira música, o artista consegue nos prender nesses sintetizadores de clássicos do pop misturado com disco e eletrônica, funciona muito bem.
Algo que ajuda muito na construção e andamento do álbum, é a produção do Daniel Lopadin (também conhecido como Oneohtrix Point Never), produtor lendário da música eletrônica, responsável por ser o criador do “vaporwave”. Alguns detalhes que é adicionado nas mixagens que faz desse álbum, algo mais impactante e ambicioso que o próprio After Hours, até com alguns lampejos de eletrônica progressiva.
A tracklist é ótima também, com alguns hits iniciais como Sacrifice, Gasoline e Take my Breath que não só evolui esse synthpop dançante, como dão uma nova vida ao antecessor lançamento, isso comparando com os hits de After Hours, como “Blinding Lights e After Hours”
O álbum possui duas participações, uma com o Tyler, the Creator que dispensa apresentações, e outra com Lil Wayne, rapper muito influente em seu gênero. Ambos são ruins. Não encaixam na temática do álbum e não colaboram tanto como seria o The Weeknd na faixa de cada um.
Porém mesmo assim, não são coisas que afetam muito a experiência com o álbum.
A metade final do álbum é inferior do que a o começo do álbum, mas nunca cai o nível ou foge do conceito, o que ainda funciona.
As duas últimas faixas fecham o álbum com chave de ouro, com a participação do Jim Carrey na última inclusive. Importante ressaltar que quase todas as faixas possui um gostinho de Michael Jackson da era “Thriller”, na qual apesar de parecer “ultrapassado”, é um estilo de música que parece ser único pro The Weeknd, e ele sabe como executa-lo.
Ao mesmo tempo que é algo “diferente” no mainstream, Abel continua trazendo ideias acessíveis e revolucionárias para o gênero, um pop que apesar de ter um certo resquício de experimentalismo, com certeza é um som bastante acessível e divertido.

Sobre Lucas Corsi 8 artigos
Estudante de Ciências Contábeis, especializado em críticas de cinema, música e video-game.

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