Ouvimos “The end is not the end” novo álbum do Atreyu

atreyu the end is not the end

Quem conhece o Atreyu sabe da qualidade que a banda possui e se você ainda não os conhece, é ligeiramente uma banda que você deveria começar a escutar hoje. Uma banda de rock muito plural, tem para quem gosta de gutural e berros, vocais limpos e inspiradores e até uma mescla de ambos. 

Alguns fãs ficaram chateados com a saída de seu vocalista gutural Alex Varkatzas em 2020. E podemos afirmar que a banda só cresceu e melhorou, mesmo sem uma peça chave na construção do som. 

Em sua formação atual, Brandon Saller: Vocal Principal (Lidera os vocais limpos e agora é o frontman fixo). Dan Jacobs: Guitarra Solo e Base, Vocais de Apoio.Travis Miguel: Guitarra Base e Solo, Vocais de Apoio. Marc “Porter” McKnight: Baixo e Vocais Guturais. Kyle Rosa: Bateria e Percussão.

Atreyu lança “The End Is Not The End”

O novo álbum do Atreyu, intitulado “The End Is Not the End”, foi lançado oficialmente em 24 de abril de 2026 via Spinefarm Records. Este trabalho é o décimo álbum de estúdio da banda e marca um retorno às raízes mais pesadas, sendo descrito pelo vocalista Brandon Saller como o disco “mais pesado e aventureiro” da carreira deles.

São 12 músicas e 1 intro instrumental somando 13 faixas ao total. Com 45 minutos de duração e edições especiais lançadas em diferentes países. Uma referência no cenário de metal alternativo, o Atreyu coleciona hits e músicas que marcam os ouvintes de alguma maneira. E em seu novo álbum, não há dúvidas que isso acontece, com sons de qualidade e músicas que vão entrar em greatest hits daqui a alguns anos. 

The End Is Not The End e a Imersão ao passado 

Quando o Atreyu começou a propagar seu novo álbum, arquivou tudo que estava em suas redes sociais e isso gerou uma confusão. As clássicas frases vieram a mente; será que a banda vai acabar ou vem uma nova fase e ainda bem que uma nova fase chegou. 

Sempre há uma dúvida quando se decide revisitar o passado. Ainda mais quando o vocalista que fazia os guturais não é mais o mesmo, muita coisa aconteceu e novos trabalhos surgiram. E mesmo assim a banda conseguiu trazer a essência de seus tempos iniciais. 

Um álbum completo, íntegro e necessário. Um excelente disco para não pular quase nenhuma música. Uma obra espetacular do início ao fim, com boa distribuição e construído de forma objetiva que encanta o seu ouvinte. O álbum possui qualidade suficiente para ser o melhor de 2026 no gênero.  

As melhores de  “The End Is Not The End”

Se apenas uma música pudesse ser a melhor do álbum? Seria “All For You”. Uma das poucas músicas que não lembram tanto o passado do Atreyu mas sim uma mescla com passado e presente. A melhor faixa, dona de um clipe belíssimo gravado no (inserir) e sonoridade de exímia qualidade.

A faixa “Wait My Love, I’ll Be Home Soon” é em seguida a segunda melhor. Uma mescla de sons, inserção de um saxofone no sprint final da música e uma inovação da banda. Todo gutural usado é estratégico e encaixa perfeitamente. 

Diferente de algumas outras bandas, o Atreyu não vem de um trabalho ruim ou mediano, destacou-se positivamente com seu último disco: Baptize. Dois trabalhos excelentes em sequências, se consolidando ainda mais no cenário do rock entre os grandes. 

O disco é muito bom, entretém e resgata lembranças de um Atreyu mais intenso. Com guturais tão bons quanto os feito por Varkatzas, ou ainda melhores, puxa um lado de uma banda com muito ímpeto e lenha para queimar em criatividade. 

E o que não é bom?

Um gosto pessoal, presente em outras análises inclusive, é queimar uma faixa com introduções ou falas, aberturas ou encerramentos. Por mais que muita gente goste. É bem desnecessário colocar uma faixa apenas para isso, usar segundos ou minutos preciosos pra serem desperdiçados com um pedaço de algo solto. Logo a primeira faixa é a pior parte de um álbum sólido. Não tendo críticas para nenhuma música.

Em termos de gosto e não análise, “Deathe Rattle” é a música com nota mais baixa, a que mais destoa do álbum e parece um momento de fuga do intenso. Então entra como a “pior” faixa, apesar de não ser ruim e sim por critério de notas. 

Atreyu e feat com Max Cavalera

O Atreyu não é uma banda de muitos feats com artistas ou até mesmo o vocalista Brandon Saller ser participante em outros projetos, é daquelas bandas que guardam todo o talento e produto para eles mesmos. Quando acontecem participações são sempre especiais e no caso da música “Children of Light” não foi diferente, Max Cavalera, fundador do Sepultura, participou ativamente dos vocais guturais da canção, tornando ainda mais interessante a música e seu resultado.

Review de The End Is Not The End

O álbum foi distribuído em 24 de abril de 2026 pelo selo Spinefarm Music Group e contém 13 faixas com total de 45 minutos e 7 segundos.

Melhor música: Wait My Love, I’ll Be Home Soon

Pior Música: Afterglow*

Destaque: All for You

Classificação do álbum: 8

*Apenas nota mais baixa
  1. The End is Not the End (Intro/Instrumental)
  2. Dead 9
  3. Break Me – 8
  4. All for You – 10
  5. Ghost in Me – 7
  6. Glass Eater – 8
  7. Wait My Love, I’ll Be Home Soon – 10
  8. Ego Death – 8
  9. Death Rattle – 7
  10. Children of Light (feat. Max Cavalera) – 8
  11. In the Dark – 8
  12. Afterglow – 6
  13. Break the Glass7

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Sobre Klaus Simões 512 artigos
Jornalista pela FIAM, Técnico em Comunicação Visual pela Etec de São Paulo, especialista em coberturas de eventos, esportivas e musicais, geek e alternativo. Responsável pelo NEXP Podcast.