Ouvimos “Decades” novo álbum do Motionless In White

Resenha de Decades Motionless In White

Há bandas que são amadas e odiadas. Vistas como a salvação do rock ou como uma tentativa. O Motionless In White é sem dúvida uma banda que divide muita gente, mas uma coisa é certa, não pode ser chamada de ruim. Por muitas vezes a estética atrapalha os mais conservadores, mas a musicalidade é o diferencial. 

A banda norte-americana da Pensilvânia é o sonho de amigos do ensino médio que partilhavam do mesmo gosto e que decidiram se arriscar na música. Desde 2004 a banda existe, mas o sucesso foi gradual e demorou a acontecer, mas hoje é uma realidade consolidada, misturando Metalcore, Nu Metal, alternativo e elementos experimentais eletrônicos, conquistaram fãs do mundo todo. 

Motionless In White

Chris “Motionless” é o único membro original da banda. E apesar de mudanças, o grupo não perdeu sua identidade, tanto a musical quanto a estética. Atualmente é formada por seu icônico vocalista Chris Cerulli, os guitarristas Ryan Sitkowski e Ricky “Horror” Olson, pelo baterista Vinny Mauro e pelo baixista Justin Morrow. Alguns integrantes estão desde muito antes do principal álbum listado na Billboard “Reincarnate” de 2014.

Decades por Motionless In White 

Lançado em julho de 2026, “Decades” é o sétimo álbum de estúdio do Motionless In White. Com 14 músicas (1 bônus de repetição) e 53 minutos, é uma imersão nos 20 anos de existência do grupo e uma revisita a todos os outros álbuns, tornando Decades uma criação especial de novas músicas para um “reencontro” com a essência da banda. O disco chega quatro anos após um excelente trabalho em “Scoring The End Of The World” de 2022. 

Crítica: Decades 

Decades do Motionless In White é para todos os fãs da banda. Desde os que amam músicas mais pesadas, guturais, calmas, alternativas e vocais limpos. Cumpre a promessa de visitar todas as fases da banda. Em quesito de preferência, Chris Motionless tem um potencial incrível para os berros, mas sua maior qualidade é o vocal limpo, por sua voz ser muito boa e ele vem explorando isso. 

A banda se arriscou bastante neste novo álbum. Músicas como “Love At First Bite” com seu início em teclados e continuamente eletrônica, ou a música em estilo synthwave “Sunglasses At Night” são canções bem estouradas do que poderia não dar certo. O experimental funciona bem no Motionless In White, a mistura com o estilo gótico encaixou. 

O que funciona em Decades? 

Os singles da banda foram boas escolhas para mostrar o que estava por vir. As escolhas ousadas são boas e instigantes. É um trabalho sólido que entrega muitas músicas boas e bem criadas. Longe de ser um produto pensado em marketing, músicas como: R.I.P (com Skylar Grey) entrega uma das melhores canções do disco, seguida da enérgica “All That I’ve Ever Know”. 

“Brutality”

Uma das melhores músicas do álbum é “Fight Like Hell” que inicia com a mesma frase da canção criada para a lutadora da WWE, Rhea Ripely, fã da banda e amiga dos integrantes que por sua paixão pelo grupo e pelo universo gótico, utiliza uma estética parecida com a dos integrantes. 

Fight Like Hell 

Demon in Your Dreams 

Durante a Wrestlemania, maior evento de luta livre de todos os tempos e principal pay-par-view da WWE, o Motionless In White cantou ao vivo durante a entrada da australiana Rhea Ripley. A música ajudou a popularizar ainda mais a banda entre não fãs. 

O que não é tão interessante em Decades

Corey Taylor e a música “Playing God”. Corey sempre é a mesma coisa em todas as músicas e a combinação não soou tão bem. Hollywood é uma escolha ruim para ser a última música inédita do disco, mesmo ajudando a destacar Fight Like Hell com Outlier, ela soa mais comum do trabalho. Log_in//Crash_out pode ser a música menos interessante em alguns momentos do álbum pela distorção da voz de Chris, mas entrega um excelente instrumental e por isso fica na média.

Avaliação de Decades e outros álbuns do Motionless In White. 

Decades fica atrás apenas de álbuns como Disguise (2019), Reincarnate (2014) e Grayveyard Shift (2017). Empata com Scoring The End Of The World (2022) e fica à frente dos outros trabalhos, Creatures (2010) e  Infamous (2012). O álbum foi distribuído pelo selo Roadrunner Records. 

Review de Decades do Motionless In White 

Melhor música: Fight Like Hell

Pior Música: Hollywood

Destaque: Count Back From Zero

Classificação do álbum: 7,5

 

Notas: Decades – Motionless In White

Decades – 6

Log_in//Crash_out – 6

R.I.P (ft Skylar Grey) – 9

Fight Like Hell – 9

Playing God (ft Corey Taylor) – 6

All That I’ve Ever Know – 8

Blood Rave (ft Antony Martinez) – 6

Love at First Bite – 7

Count Back From Zero – 8

Blood Pact – 6

Afraid of The Dark – 8

Sunglasses At Night – 8

Hollywood (bonus) – 5

Fight Like Hell (ft Outlier) (bonus) – 8

 

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Sobre Klaus Simões 511 artigos
Jornalista pela FIAM, Técnico em Comunicação Visual pela Etec de São Paulo, especialista em coberturas de eventos, esportivas e musicais, geek e alternativo. Responsável pelo NEXP Podcast.